segunda-feira, 28 de abril de 2008

A fome não é "o problema..."

A fome é uma sensação dolorosa que todo animal sente à medida que o tempo passa sem alimento no estômago, ou noutra cavidade (*). Portanto, todos nós(ricos ou pobres, loiros ou negros, pardos ou amarelos, vermelhos ou cara pálidas) estamos sujeitos a essa sensação dolorosa (muito).
O grande problema, que várias autoridades estão empenhadas em resolver, é a falta de alimento para abastecer a mesa dos mais pobres. O alimento, algumas vezes existe, mas não chega à mesa dessas populações.
A mídia em geral, vem publicando sistemáticamente matérias sobre esse assunto, como por exemplo:
“Má-alimentação: barreira à saúde e à educação. A subnutrição materna e infantil é a causa de mais de um terço das mortes de crianças menores de 5 anos ao redor do planeta. Ao todo, a desnutrição é responsável por cerca de 3,5 milhões de mortes infantis ao ano, e também por 11% das doenças desenvolvidas por mães e crianças. Gestantes subnutridas correm o risco de que seus filhos apresentem problemas de desenvolvimento ainda no útero. (...).” vejaonline...
Mas existe outro problema, que é o uso (ingestão) de alimentos de forma errada. Isso tem levado milhares de pessoas à morte, ou a adquirir doenças e transformar o "prazer de comer" em "agonia digestiva". Precisamos conhecer os alimentos que ingerimos e damos aos nossos filhos. A revista Veja, edição 2058, de 30 Abr 08, pergunta e responde: "Você é o que come? Sim, mas saiba que é um erro escolher os alimentos como se fossem remédios". Muita coisa precisamos conhecer e muitos hábitos mudar para termos uma vida mais longa e saudável.
Em caso de interesse pelo assunto entre em contato: sampontocosta@hotmail.com ou sampontocorrea@yahoo.com.br
(*) outra cavidade: é possível um homem viver sem estômago? A resposta é SIM. Vivo, e muito bem, sem estômago, desde 12 Set 92.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Atividades desenvolvidas na Escola Estadual "Prof Nilson Pinto"

Benevides, Pará, Mar 2008.


I – INTRODUÇÃO


Inicialmente, sob as coordenações da CTAE e NTE/Benevides, fomos orientados a planejar e executar, na Escola Estadual “Prof. Nilson Pinto” (Conj Gov Almir Gabriel), Marituba, Pará, as atividades a seguir descritas.


II - PROFESSOR COORDENADOR DAS ATIVIDADES


Samuel Correa Costa – Professor Multiplicador NTE/Benevides, Pará.


III - ATIVIDADES PLANEJADAS


Montar um jornal virtual (alunos-jornalistas)



IV - OBJETIVOS DAS ATIVIDADES:

Oportunizar aos alunos a desenvolver atividades que são inerentes a um profissional de jornalismo, que são:


Trabalho em grupo;


A investigação, a pesquisa, a interpretação de textos, a análise de dados e de informações;

a análise crítica; e o poder de síntese.


Desenvolver nos alunos o hábito de falar e informar a verdade.


V – PERÍODO (DURAÇÃO)


Pela exigüidade do tempo disponível, as atividades foram planejadas para serem desenvolvidas em dois dias (14 e 16/03/08). O primeiro dia destinado a verificação dos equipamentos (Teleinformática) disponíveis no laboratório e a preparação (orientação) dos alunos em atividades utilizando esses recursos (Projeto “NavegaPará”), e o segundo dia, o lançamento do projeto, os alunos apresentando os seus trabalhos.Como não ocorreu conforme planejado, as atividades continuam sendo desenvolvidas com outras perspectivas e abordagens (conteúdos e pedagógicas). E, pela disposição e interesse da direção da escola, essas atividades deverão ter continuidade, sob a coordenação de professores da escola, e sob a nossa orientação, quando necessária, inclusive, uma professora de Língua Portuguesa já se prontificou em colaborar (participar).


VI - CONVERSA COM A DIREÇÃO DA ESCOLA


Após terem sido planejadas as atividades acima descritas, apresentamos ao Diretor da Escola, a proposta da CTAE/NTE/Benevides, o que foram aceitas de imediato e ficou acertado o seguinte:


Uma turma de alunos: 23 alunos (2ª S / E. Médio, Turno da Manhã);

Horários:Manhã – 6ª Feira – 07:30 às 10:00 h

Tarde - 2ª Feira – 14:00 às 17:30 h


VII - APRESENTAÇÃO AOS ALUNOS (ATIVIDADES)



No laboratório, tivemos o primeiro contato com os alunos, onde fizemos um breve comentário sobre o projeto “Navegapará”, e apresentamos aos mesmos a nossa proposta do jornal virtual. Após alguns acertos, os alunos aceitaram a idéia e definiram o projeto como “Jornal virtual Nilson Pinto”. Observamos que a grande maioria já tem certo domínio dos recursos computacionais.


VIII – METODOLOGIA


As atividades estão sendo desenvolvidas nos moldes de um projeto de aprendizagem. Pela exigüidade do tempo, a proposta do jornal foi uma solução viável para atender a proposta da CTAE/NTE/Benevides, que estão sendo desenvolvidas da maneira seguinte:


1. Montar um jornal virtual com os recursos da Internet (BLOG). O BLOG é o espaço virtual, onde será publicado o “Jornal virtual Nilson Pinto”;


2. Os alunos escolheram (elegeram) acontecimentos de repercussão mundial;Nesse momento foram criados cinco grupos, de 4 a 5 de alunos, pelos acontecimentos escolhidos (item IX);

3. Voltando no tempo, como jornalistas, viajam ao(s) local(is) do(s) fato(s);

4. A administração do jornal será de responsabilidade de uma equipe local de jornalistas;

5. Como jornalistas (correspondentes), acompanham os acontecimentos, coletam dados, investigam e analisam os fatos, resumem, etc.;

6. Utilizando o editor de textos, montam as informações (textos e imagens) em duas páginas (no máximo);

7. Após isso, enviam, por e-mail para a redação (grupo local);
8. A equipe local (Redação) deverá criar um BLOG, onde serão publicadas todas as informações recebidas dos demais grupos (item 5);
9. Como orientação da direção da escola, essa equipe será responsável pela edição e publicação do histórico da escola; suas atividades junto a comunidade local (Bairro); informações de interesses da comunidade escolar, bem como publicar as notícias locais.

10. Em determinado momento (data desconhecida do lançamento do projeto) deverá haver a socialização dos diversos trabalhos (grupo de jornalistas) elaborada no Impress (Línux).

IX - GRUPOS DE ALUNOS (jornalistas)


  • G1 – Grupo local (Redação);

  • G2 – Prisão, Condenação e Morte de Jesus Cristo (Semana Santa) – dois subgrupos;

  • G3 – Ataque terrorista de 11 setembro 2001 (ataque árabe nos EUA);

  • G4 – Segunda Guerra Mundial;

  • G5 – Queda do Muro de Berlin

X - OUTRAS ATIVIDADES COM OS ALUNOS:


  • Mostrar os recursos da plataforma BotoSet_Linux e os recursos da Internet;

  • Criação de Pastas; Criação de e-mail;

  • Pesquisas na Rede: As funções e perfis de um jornalista;

  • Orientações sobre as interatividades (e-mail);

  • Elaboração das apresentações;

  • Outras atividades (necessidades dos alunos).

Os quatro pilares da educação

No final do século passado, pesquisadores de diversas partes do mundo se reuniram a fim de traçar um eixo condutor para a educação do século 21. Após muitas pesquisas e debates, concluíram o trabalho sintetizando-o num famoso relatório, intitulado "Os quatro pilares da educação". Com esse estudo aqueles especialistas concluíram que para agir eficazmente o aluno do século 21 deve exibir certas competências imprescindíveis ao desenvolvimento do ser humano: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender conviver; e aprender a ser.
Aprender a conhecer
O aluno aprende a conhecer quando adquire as competências necessárias à compreensão. Aprender a conhecer é mesmo que aprender a aprender: o aluno não apenas recebe passivamente o conhecimento do professor, mas, com o auxílio deste, adquire o domínio dos instrumentos de recepção do conhecimento. Isto é, o aluno constrói o seu conhecimento enquanto o professor libera a capacidade de auto-aprendizagem do aluno. Isto confirma o que o teólogo e educador Kierkegaard. Segundo ele, o educando, com a ajuda do educador, “adquire a consciência real do que ele sabe, do que ele não sabe e do que ele pode ou não pode saber”.
Nesse contexto, a aprendizagem acontece por meio da conduta ativa do aluno, que aprende quando faz alguma coisa e não simplesmente por ver o professor fazendo.
Aprender a conhecer é uma expressão de ordem que dá um basta à aprendizagem de saberes de pouca ou nenhuma utilidade. O aluno somente aprende quando o conteúdo de ensino faz parte de seu foco de interesse, necessidade e expectativas. Em vez da simples transmissão de conteúdos, o que passa a imperar são as habilidades paras se construir conhecimentos. Valoriza-se o exercício do pensamento e a seleção das informações que possam ser, efetivamente, contextualizadas com a realidade. O educador César Romão ensina: “mais vale o que se aprende do que aquilo que se ensina”.
Aprender a fazer
Embora quem aprende a conhecer já esteja aprendendo a fazer, esta segunda competência enfatiza a questão do preparo para as coisas práticas da vida. A educação em termos gerais, é um “processo de vida” e não uma “preparação par o futuro”. Os alunos desejam que seus problemas sejam solucionados aqui, e agora. Por isso, precisam ser estimulados à criatividade a fim de descobrirem o valor construtivo do trabalho realizado em sala de aula.
Aprender a conviver
Faz parte de a educação aprender a lidar com as pessoas diferentes, tratar de assuntos relevantes, tolerar e perdoar os outros, não usar a força para resolver conflitos, demonstrar gentilezas e sinceridade no tratamento com os colegas, professores, irmão, pais e com a comunidade em geral. É justamente na escola que os alunos aprendem as regras básicas de convivência em sociedade. O que o professor precisa fazer é abrir espaço a fim de que eles aprendam a conviver, se conheçam e se respeitem.
Há alunos que possuem sérias carências sociais e afetivas, dificuldade de relacionamento e uma dificuldade enorme de cultivar amizades sinceras. Os mestres precisam propiciar-lhes, urgentemente, um clima de amor e amizade por meio de atividades criativas que estimulem os mesmos a participar e cooperar ativamente em todo o processo.
Aprender a ser
Os psicólogos aceitam de maneira geral que todo ser humano deve ser preparado inteiramente – inteligência, corpo, sensibilidade, alma, espírito e ética. E resumem tudo isso em três camadas ou estruturas: cognitiva, afetiva e social.
Os jovens precisam aprender a elaborar pensamentos autônomos1, críticos e formular os próprios juízos de valores, para decidirem por si mesmos como agir em diferentes circunstâncias da vida.
Texto extraído da Revista O Ensinador Cristão – nº 27 – Jul-Ago-Set-2006, de autoria do Pedagogo e Professor Marcos Tuler.

sábado, 12 de abril de 2008

Incentivação e Motivação

Na postagem anterior comentamos
"A metodologia de ensino por projetos pode nos conduzir a essas mudanças?
Essa metodologia propicia ao aluno a oportunidade de aprender fazendo algo de seu interesse, satisfazendo suas necessidades. Além do mais o aluno se apropria de conhecimentos concretos, tornando-se assim um indivíduo autônomo de seu próprio saber. O ensino por projetos pode resolver um dos principais problemas vivenciados nas atividades educativas que é a INCENTIVAÇÃO, que pode conduzir à MOTIVAÇÃO."
Incentivar ou Motivar
Muito se discute que o grande problema na educação é a “falta de motivação”. Primeiro tenta-se descobrir quem está sem motivação, o professor ou aluno. Eis a questão!
A propagando tem por objetivo gerar no ser humano uma necessidade (afetiva, fisiológica, consumo, etc), depois lança a solução, apresentando o (s) produto(s). Incentivação ou motivação? Incentivação e a motivação são conceitos correlatos, mas com sentidos diferentes. Enquanto a incentivação é de ordem externa, isto é, parte de alguém, a motivação é de ordem interna, pertence a alguém.
O que é Incentivar
Incentivar é estimular o indivíduo a agir em uma determinada direção, atingir um objetivo. Na situação docente, a incentivação consiste em oferecer condições que despertem no aluno o desejo de aprender. É uma atuação intencional planejada pelo professor, que por meio da utilização de recursos (meios auxiliares) e estratégias pedagógicas, desequilibre (mentalmente) o aluno. Mas, para que ocorra esse desequilíbrio, é necessário que haja uma correspondência entre os incentivos (do professor) e os interesses (do aluno). E assim, esse indivíduo sai da sua acomadação, do seu estado de repouso (mental). No indivíduo desequilibrado ocorrerá uma reação orgânica (interior) de forma que ele volte ao estado anterior, ou seja, o aluno foi desafiado e aceita o desafio. Portanto, essa INCENTIVAÇÃO alcança os seus objetivos e se transforma em MOTIVAÇÃO.
E a questão “quem está desmotivado”: é o professor? É o aluno? Ou são os dois? Vamos discutir?